Venho hoje com a proposta fazer uma análise rápida de uma série que assisti faz alguns anos (2 anos, pra ser exato) e que espero que considerem ver ou pelo menos se informar mais sobre a mesma. Vamos ao review!
Antes de mais nada, vamos explicar os termos aqui, para que ninguém sinta-se perdido.
NHK: O nome faz referência ao famoso canal japonês (Só a título de curiosidade, chequem a grade de canais da Sky e da NET, ele está disponível lá.) Nihon Hoso Kyokai ou Japan Broadcasting Corporation. Só que o NHK usado durante todo o anime é lido como "Nihon Hikikomori Kyokai" ou Associação japonesa de "hikikomoris".
Hikikomori: Do japonês, literalmente "isolado em casa" (ou na minha tradução livre, "oculto na floresta" rsrsrs) é um termo usado para se referir a pessoas sem vida social, que vivem trancafiado em casa vendo anime, surfando na net, jogando MMORPGs, vendo hentai e etc por escolha própria, em situação de pensão por parte dos pais ou parentes próximos, que por vergonha os mantém escondidos. Sei parece coisa de louco, mas é um fato muito comum por lá, onde a sociedade terrivelmente orgulhosa, fria, paternalista e exigente não admite que alguém tenha uma vida assim, ao estilo vagabundo.
Outro termo também usado para se referi a eles é a palavra NEET (Not currently engaged in Employment, Education or Training).
Otaku: Ao contrário do que seres felizes como nós ocidentais imaginamos, a palavra otaku no Japão não é usada como aqui, que descreve o fã feliz dos mangás e animes que adora andar todo serelépe no meio dos eventos e ainda sorri quando o chamam de "otaku". No japão, ela tem sentido depressiativo, quase como um chingamento. pra ser mais específico na descrição, a palavra se refere ao fanatismo exagerando à um certo tipo de coisa, como por exemplo games (ou, sendo exato, ero games), armas de combate, artes marciais, mangá e animação. Como o hikikomori, é umas das patologias psicológicas modernas que se tem na terra dos olhos puxados.
Se for um cara certinho e quiser mais informações, veja o anime que descrevo aqui (Caso queira ver algo de forma mais leve) ou assista ao anime-documentário "Otaku no Video", que além de uma história central, possui um monte de depoimentos da época (década de 80) sobre viciados de cada ramificação otaku existente por lá no Nippon. Foi legendado aqui no Brasil pelos Fansubs Anime no Sekai e Hokkaido ( o último já inativo faz algum tempo).
NHK: O nome faz referência ao famoso canal japonês (Só a título de curiosidade, chequem a grade de canais da Sky e da NET, ele está disponível lá.) Nihon Hoso Kyokai ou Japan Broadcasting Corporation. Só que o NHK usado durante todo o anime é lido como "Nihon Hikikomori Kyokai" ou Associação japonesa de "hikikomoris".
Hikikomori: Do japonês, literalmente "isolado em casa" (ou na minha tradução livre, "oculto na floresta" rsrsrs) é um termo usado para se referir a pessoas sem vida social, que vivem trancafiado em casa vendo anime, surfando na net, jogando MMORPGs, vendo hentai e etc por escolha própria, em situação de pensão por parte dos pais ou parentes próximos, que por vergonha os mantém escondidos. Sei parece coisa de louco, mas é um fato muito comum por lá, onde a sociedade terrivelmente orgulhosa, fria, paternalista e exigente não admite que alguém tenha uma vida assim, ao estilo vagabundo.
Outro termo também usado para se referi a eles é a palavra NEET (Not currently engaged in Employment, Education or Training).
Otaku: Ao contrário do que seres felizes como nós ocidentais imaginamos, a palavra otaku no Japão não é usada como aqui, que descreve o fã feliz dos mangás e animes que adora andar todo serelépe no meio dos eventos e ainda sorri quando o chamam de "otaku". No japão, ela tem sentido depressiativo, quase como um chingamento. pra ser mais específico na descrição, a palavra se refere ao fanatismo exagerando à um certo tipo de coisa, como por exemplo games (ou, sendo exato, ero games), armas de combate, artes marciais, mangá e animação. Como o hikikomori, é umas das patologias psicológicas modernas que se tem na terra dos olhos puxados.
Se for um cara certinho e quiser mais informações, veja o anime que descrevo aqui (Caso queira ver algo de forma mais leve) ou assista ao anime-documentário "Otaku no Video", que além de uma história central, possui um monte de depoimentos da época (década de 80) sobre viciados de cada ramificação otaku existente por lá no Nippon. Foi legendado aqui no Brasil pelos Fansubs Anime no Sekai e Hokkaido ( o último já inativo faz algum tempo).
Intro a la Nerd
Já devem ter notado que do começo do século 21 pra cá, o número de fã da animação oriental, vulgo otakus, tem aumentado de forma impressionante, junto com muitas outras tribos urbanas. Esse nicho underground de pirataria digital (tem outro termo mais leve para me referir? Acho que não) é inerente do próprio Japão, mas veio pra cá alavancado pelo "boom" dos animes e tokusatsus ( também referidos como super-sentais, são aqueles heróis bregas porém "kinda cool", tipo Jiraya, Ultraman, Jaspion, que você via quando guri na falecida Manchete) que foram os últimos 15 anos do século XX.
Porque toda essa introdução pomposa analisando os fãs de anime e mangá? Justamente porque quero falar de um anime que trata sobre eles, não de forma leve e divertida como Genshiken, Sayonara Zetsubou Sensei e Lucky Star, mas mostrando na realidade o verdadeiro podre por trás de um otaku, mesmo que provoque humor no decorrer disso. O anime em questão chama-se NHK ni Youkoso (a.k.a Welcome to NHK), lançado no ano 2006, pelo estúdio de animação GONZO, baseado numa light novel homônima de Tatsuhiko Takimoto.
Porque toda essa introdução pomposa analisando os fãs de anime e mangá? Justamente porque quero falar de um anime que trata sobre eles, não de forma leve e divertida como Genshiken, Sayonara Zetsubou Sensei e Lucky Star, mas mostrando na realidade o verdadeiro podre por trás de um otaku, mesmo que provoque humor no decorrer disso. O anime em questão chama-se NHK ni Youkoso (a.k.a Welcome to NHK), lançado no ano 2006, pelo estúdio de animação GONZO, baseado numa light novel homônima de Tatsuhiko Takimoto.
Plot:
A história fala de Tatsuhiro Sato, um jovem japonês de 21 anos, que viajou a Tóquio para iniciar sua faculdade. Mas devido ao seu temor de que algo estivesse conspirando contra ele, corre de volta para o apartamento e lá fica por anos, sustentando apenas pelos pais (esclarecendo a timeline, isso foi antes de seus 21 anos xD).
Sato acaba conhecendo Misaki Nakahara, uma garota misteriosa que promete ajudá-lo a não ser mais um hikikomori. Ele vai a um dos supostos "encontros" de Misaki, com a intenção de desmentir que era um NEET, já que se sentia incomodado por alguém ter tal opnião sobre ele, mesmo ele tendo examente a condição que ela havia descrito. Não muito depois disso, descobre que o vizinho ao seu lado que tocava música de anime extremamente é um ex-colega do colégio, Yamazaki Kaoru, um otaku super harcore, a quem explica todo o seu dilema. A par dos acontecimentos, Yamazaki resolve ajudar Sato dizendo que os dois irão desenvolver um Eroge (Ero game) , e que assim ele teria a justificativa de ser um escritor de roteiro para games do gênero, não sendo mais assim classificado como anti-social desempregado. Misaki não crê no que ouve e pede que ele mostre um desses tais "eroges" feitos por ele e seu amigo, para ter assim uma prova definitiva de que estava de fato errada sobre Sato. Assim, os dois losers tem a tarefa de desenvolver o tal game erótico e apartir daí, a história do anime se desenrola.
A história fala de Tatsuhiro Sato, um jovem japonês de 21 anos, que viajou a Tóquio para iniciar sua faculdade. Mas devido ao seu temor de que algo estivesse conspirando contra ele, corre de volta para o apartamento e lá fica por anos, sustentando apenas pelos pais (esclarecendo a timeline, isso foi antes de seus 21 anos xD).
Sato acaba conhecendo Misaki Nakahara, uma garota misteriosa que promete ajudá-lo a não ser mais um hikikomori. Ele vai a um dos supostos "encontros" de Misaki, com a intenção de desmentir que era um NEET, já que se sentia incomodado por alguém ter tal opnião sobre ele, mesmo ele tendo examente a condição que ela havia descrito. Não muito depois disso, descobre que o vizinho ao seu lado que tocava música de anime extremamente é um ex-colega do colégio, Yamazaki Kaoru, um otaku super harcore, a quem explica todo o seu dilema. A par dos acontecimentos, Yamazaki resolve ajudar Sato dizendo que os dois irão desenvolver um Eroge (Ero game) , e que assim ele teria a justificativa de ser um escritor de roteiro para games do gênero, não sendo mais assim classificado como anti-social desempregado. Misaki não crê no que ouve e pede que ele mostre um desses tais "eroges" feitos por ele e seu amigo, para ter assim uma prova definitiva de que estava de fato errada sobre Sato. Assim, os dois losers tem a tarefa de desenvolver o tal game erótico e apartir daí, a história do anime se desenrola.
NHK e a Realidade:
O que de fato pode ser observado ao longo de todo o anime, além do clima de humor que é passado em variados episódios, é a desolação que ele te trás. Yamazaki, otaku agressivo devido as chacotas do colégio e as rejeições da vida; Sato, o homem da mente conspiratória, que acaba se trancafiando em casa por ter medo da possível conspiração do mundo exterior; Misaki, a menina simpática que mesmo parecendo estável, tem seu próprio passado negro, recheado de violência; Hitomi Kashiwa, a senpai de Sato do colégio, com quem o próprio chegou a ter um relacionamento afetivo, que é toda depressiva com o mundo e incitadora da conspiração sobre a NHK; Entre outros vários personagens que aparecem durante o anime, mostrando problemas sociais bantante relalistas até certo ponto, que podem até assustar um casual expectador, tamanha é a concidência que você encontra com as situações apresentadas com coisas que ocorreram ou ocorrem na sua vida.
Sim, muitas dos possíveis leitores podem achar que parece ridículo ter um insight por causa de um anime, mas é algo que pode ocorrer com muita frequência, principalmente se você for um otaku (Claro que já no sentido ocidental da palavra), assim como eu. Não é de fato algo ruim, é só veiculada aquela informação que da um estalo na sua cabeça, e você pensa em olhar melhor para si mesmo, e ver onde de fato você errou para ter tomado tal rumo. Não digo por ser fã do gênero, mas anime também é filosofia, e fora os olhos grandes, humor pastelão e cenas eechis, tem animações ali e aqui que para um expectador mais atento, mostram pedaços do cotidiano japonês ou mesmo de acontecimentos históricos que fazem questionamentos interessantes - "o que torna a humanidade assim?", "temos mesmo esse conceito do certo e o errado?", "há justiça em certos atos?" - aparecerem diante de nós.
Havia mais tópicos a ser postos aqui, mas acho que o que ficou já extrapolou um certo limite xD
Para terminar, mais algumas imagens do anime:
Espero que tenham apreciado essa humilde review! Como podem ver ainda não tenho esperiência na escrita, mas estou trabalhando nisso, por isso esperem trabalhos mais cuidadosos daqui pra frente!
Aqui foi o Amyr =]
Aqui foi o Amyr =]
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